No cotidiano observo situações ora hilariantes, ora trágicas, mas sempre procuro as enxergar sob um viés literário. Informações e pensamentos perpassam minha mente ocupando lugar em ordem de chegada, mas logo organizando-se em ordem de relevância. Ou seja, nada lembro. Nada importa. Uma viagem de ônibus logo pode virar um texto cujo gênero é conhecido como conto, ou crônica. Um diálogo em um ambiente muito comum também etc. Nada que seja digno de Machado de Assis ou outro grande gênio da literatura, mas uma tentativa de produzir algo para parecer inteligente: quem nunca.
Proponho uma viagem ao mundo das ideias. Platão (427-347 a.C), filósofo, tinha uma teoria um tanto que interessante que dizia respeito ao mundo das ideias. Para ele, existiam o mundo das sombras e o das ideias. Estamos no mundo das sombras, ou aparências, com as sensações que advêm de ninguém menos que os sentidos, porém alcançamos o conhecimento muito além do plano das opiniões e sensações. Adentramos no mundo das ideias ao deixar o fardo das impressões. Ocorre essa transição, segundo Platão, pelo método da dialética, que é, basicamente, a "limpeza" lógica que podemos fazer de uma ideia. O método da discussão, onde se utiliza uma peneira racional para isentá-la de impurezas. Mesmo não sendo o foco do blog, pode-se, casualmente, aparecer alguns textos que atualmente estão arquivados na seção polêmicas. Não que eu espere grandes debates acalorados, até porque nem leitores suficientes para isso eu espero. Convido-os para, comigo, sentarem-se, colocarem a mão no queixo e dirigir um olhar de sábio à tela do computador e depois continuar vagando e divagando nesse imenso mar de conhecimento, ou impressões, que é a internet.
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